“A virtude da esperança está presente na vida dos discípulos de Jesus, enquanto peregrinam pelas estradas do mundo, conhecendo a adversidade da caminhada, a penumbra da vida e a sombra da história, porém sempre enxergando o horizonte de sua realização.”
Com essas palavras Dom Genival Saraiva nos anima a viver a esperança com firmeza e também afirma a presença desse dom na vida dos discípulos do Cristo, entre eles, Santa Rita de Cássia. Afinal não há vida cristã sem a virtude da esperança.
Vamos conhecer um pouco sobre essa virtude teologal e como ela transbordou na vida da Santa das Causas Impossíveis. Confira aqui.
Um pouco sobre a virtude da esperança
A palavra virtude vem do latim “virtus” que significa um conjunto de qualidades próprias do homem. Ou seja, o homem nasceu para fazer o bem. E a Igreja nos ensina que essas virtudes podem ser humanas e teologais. Elas nos ajudam a vivermos melhor em sociedade.
As virtudes teologais são: a fé, a esperança e a caridade. A virtude da esperança nos ajuda a acreditar que tudo pode ser melhor, em qualquer circunstância de nossa vida, principalmente diante das dificuldades, porque ela tem como fonte a pessoa de Cristo.
De forma concreta, muitas vezes enfrentamos situações difíceis, que não vemos solução. Sem falar no quadro de violência em que se encontra a sociedade, muitos perdem a vida sem culpa alguma e em tudo isso se instala a desesperança.
Mas para os cristãos, há uma graça que recebemos no batismo e nos torna capazes de ver e reagir de forma diferente diante do caos. A virtude da esperança nos reveste de paciência, perseverança e constância, diante da certeza da eternidade que nos aguarda.
Santa Rita e a virtude da esperança
Imagine uma vida assim: obrigada a se casar sem querer, a pedido dos pais; no início, o marido parecia uma boa pessoa, mas mudou completamente a ponto de colecionar inimigos; por fim, há ainda os filhos que querem seguir o caminho violento do pai!
Isso é apenas um resumo de uma história que se passou em 1391, no entanto seu roteiro parece tão atual! Esta mulher só poderia estar revestida do dom do Espírito Santo para suportar com paciência e amor todas essas contradições da vida.
Logo, a virtude da esperança com certeza era companheira na vida espiritual de Santa Rita de Cássia de quem falamos acima! Não é possível ver além se não há olhos voltados para o alto e a certeza plena de que em algum momento as coisas irão melhorar.
Contudo, é importante lembrar que isso não significa que Santa Rita esperava tudo cair do céu em suas mãos. Ao contrário, a virtude da esperança nos põe a caminho; uma porta fecha, mas se vai atrás de uma janela ou um brecha e o Evangelho não engana: a porta se abre.
A esperança não engana!
Santa Rita, apesar do matrimônio, nunca abandonou o desejo de se tornar religiosa. Então, depois que ficou viúva e da morte dos filhos acometidos pela peste, a santa tentou entrar no convento das Irmãs Agostinianas.
Foram muitas as tentativas, mas as irmãs resistiram por causa da história da vida da Santa. No entanto, a virtude da esperança repousava em seu coração. E segundo relatos, em uma noite, enquanto Rita dormia, ela ouviu alguém chamar seu nome…
Quando ela abriu a porta, viu seus santos de devoção: São Francisco, São Nicolau e São João Batista. Eles a conduziram por um caminho até o mosteiro, onde deixaram a santa em êxtase! Quando ela acordou, as irmãs acreditaram no milagre! Rita viveu lá por 40 anos.
Esse é apenas um exemplo de tantas graças alcançadas por Santa Rita em vida! Mas o segredo se encontra em sua intimidade com Deus e com os dons do Espírito Santo, como a virtude da esperança. Façamos o mesmo caminho e veremos os milagres divinos sempre.