Viva o Tríduo Pascal unido a Santa Rita de Cássia

Em uma de suas audiências, o Papa, Bento XVI, falou o porquê do Tríduo Pascal ser composto por dias santos.  Então, ele explicou que é “porque nos fazem reviver o evento central de nossa Redenção, reconduzem-nos de fato ao núcleo essencial da fé cristã: a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo”.

Santa Rita de Cássia, por sua vez, gostava de refletir sobre a Paixão de Jesus todos os dias. Ela passava horas diante de Jesus crucificado, contemplando as dores que Ele sofreu em seu corpo e em sua alma. 

Logo, o Tríduo Pascal nos conduz justamente a fazer a mesma coisa que Santa Rita, porém, em comunidade. 

Mas, afinal, por que Tríduo Pascal?

Os três dias que vivemos o tríduo pascal podem ser considerados como um único dia. 

Você já percebeu que na Missa de Quinta-Feira Santa não há bênção final, assim como também na celebração da Paixão, na Sexta-Feira Santa? 

Isso porque a celebração começa na Quinta-Feira Santa (o primeiro dia do tríduo), com a Missa de Lava-Pés, e só termina na noite do Sábado de Aleluia, na Vigília Pascal. 

Logo as celebrações do Tríduo Pascal constituem o coração e o suporte de todo o ano litúrgico como também da vida da Igreja. 

O mistério da Paixão na vida de Santa Rita de Cássia

Santa Rita vivia um constante Tríduo Pascal em sua vida. Ela teve uma profunda identificação com Jesus crucificado. 

E foi contemplando Jesus crucificado que brotou nela o desejo de participar, cada vez mais de perto, do mistério da Sua Paixão Redentora. 

Logo, em sua vida, ela escolheu percorrer o caminho da dor e do amor, sempre na companhia de Jesus, mesmo antes de se tornar religiosa.

Quando abraçou o sacramento do matrimônio, fez isso por obediência a seus pais, e para ela esse foi um sacrifício, pois seu coração ansiava pela vida consagrada. 

Mas apesar disso, ela viveu ao lado do esposo com amor. Contudo, a dor logo se fez presente no seu lar. Ao longo de 18 anos, Santa Rita sofreu humilhações, pois seu esposo tinha uma vida desregrada e a maltratava. 

Mas ela não desistiu, e vivendo em sua vida constantemente o mistério que celebramos no Tríduo Pascal, ela pedia a Deus o milagre da conversão do esposo. E ela alcançou essa graça. 

Porém, logo em seguida, seu esposo foi assassinado. E assim mais uma vez a cruz se fez presente em sua vida. Seus filhos, com ódio mortal, desejavam acabar com a vida de quem havia matado o pai. 

Santa Rita rezou e pediu a Deus que antes os levasse a permitir que eles cometessem um pecado de tamanha gravidade, condenando suas almas ao inferno.

O Senhor ouviu suas preces e logo os dois meninos adoeceram e, sem poder cumprir a promessa de morte que haviam feito, faleceram. A Santa teve certeza de que Deus os acolheu em Seu Reino.

O estigma da Paixão na testa de Santa Rita

Depois de tanta tragédia em sua vida, Santa Rita de Cássia pôde finalmente entrar para a vida religiosa, como desejou desde muito pequena. 

Mas não é por isso que sua vida se tornou fácil. Muito pelo contrário, a começar por ser aceita na vida religiosa já foi algo muito difícil de acontecer. 

Mas, quando finalmente conseguiu ser aceita no convento, ela precisou enfrentar os olhares de desconfiança e as ordens rigorosas que tinham por objetivo colocá-la à prova.

Contudo, em todas as suas ações, Santa Rita buscou viver o mistério que celebramos no Tríduo Pascal, ou seja, viver o amor até as últimas consequências, como viveu Jesus.

E certa vez, contemplando a paixão de Jesus, ela pediu a Ele a graça de poder viver um pouco as dores da Sua Paixão. 

Sendo assim, Jesus lhe ofereceu uma chaga permanente em sua testa. A ferida doía e afastou as pessoas de perto dela por causa da aparência feia, purulenta e mal cheirosa. E este foi seu martírio de amor a Jesus até a morte. 

Viva o Tríduo Pascal na companhia de Santa Rita na paróquia

O Tríduo Pascal precisa ser celebrado em comunidade. Por isso, é importante estar presente nas celebrações da paróquia com a sua família. 

Sim, com a família, pois a família toda precisa beber da fonte de amor e misericórdia que brota para nós do mistério da Paixão de Cristo celebrada no Tríduo Pascal.

E não basta participar de apenas uma ou duas celebrações. Desta maneira a participação fica incompleta. 

Na verdade, Jesus nos convida a estar com Ele, seguindo os Seus passos em todos os dias do Tríduo, de Quinta a Sábado. E depois, é claro, na missa do Domingo da Páscoa que não é a mesma do sábado, como costuma ser ao longo de todo ano.

E para viver bem o Tríduo Pascal na companhia de Santa Rita, não se esqueça que você vai precisar levar sua vela na Missa do sábado para a bênção do fogo. Cada um da família deve ter sua própria vela. 

Esperamos por você e sua família! 

Confira a nossa programação para o Tríduo Pascal

 09/04 Ceia do Senhor, santa Missa às 19h30

10/04 Celebração da Paixão do Senhor, às 15h

11/04, Vigília Pascal, às 19h

12/04 Domingo da Páscoa, santa Missa apenas às 08h

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